terça-feira, 24 de março de 2015

Com passado duvidoso, personalidades pedem fim da corrupção em protesto

Entre as dezenas de milhares de pessoas que participaram da manifestação contra a corrupção neste domingo (15), a presença de algumas personalidades chamou a atenção de quem protestava. Com passado duvidoso, essas pessoas interagiam em meio aos cidadãos que saíram de casa cansados de tanta improbidade, para pedir o impeachment da presidente e bradar contra a corrupção.
Um dos integrantes da seleta lista é o ex-superintendente regional do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrututa e Transportes), Marcelo Miranda. Ele foi demitido da chefia do departamento em janeiro de 2012, por desvio de recursos públicos e responde a ação penal na Justiça Federal movido pelo MPF (Ministério Público Federal) acusado com outras 11 pessoas de desviar cerca de R$ 14 milhões dos cofres públicos. Antes de chefiar o Dnit-MS, Marcelo também foi prefeito de Campo Grande em 1976, em 1979 foi nomeado governador até 1980; em 1982 foi eleito senador e em 1987 foi eleito governador de MS.

A deputada Mara Caseiro (PTdoB) que bradava que ‘o povo unida jamais será vencido’ também tem situações que pesam contra seu manifesto. Em 2011 ela chegou a ser condenada pela Justiça de 1º grau, por contratar o marido para cargo comissionado na época em que era prefeita da cidade de Eldorado. Curiosamente, o processo não aparece no sistema de consulta processual on-line do Tribunal de Justiça do Estado. Assim, não foi possível saber se houve recurso e seu resultado.

Além de nomeado, o marido de Mara Caseiro, Manoel Henrique Caseiro, também foi condenado pela Justiça (processo n. 4005432-68.2013.8.12.0000) em 2013 e teve R$ 300 mil em bens bloqueados. Isso porque o MPE (Ministério Público Estadual) provou a Justiça a participação de Manoel, outro servidor em esquema de desvio de verbas públicas por meio de abastecimento de veículos particulares com dinheiro do erário.



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